POLUIÇÃO SONORA, VISUAL E LUMINOSA


SONORA
Nos grandes centros urbanos, na proximidade dos aeroportos, das ferrovias, das auto estradas e de outras rodovias, pessoas são, diariamente, confrontadas com ruídos e barulhos produzidos pelos motores ou buzinas dos automóveis, dos caminhões e dos transportes públicos, que circulam nas ruas e estradas.
Os barulhos nas oficinas e nas fábricas constitui outro tormento ruidoso a que estão expostos os seus operários e os moradores vizinhos desses lugares.
Efeitos da poluição sonora
Como consequência deste mal dos nossos dias, os especialistas destacam: a surdez, a irritação das pessoas, o «stress», a alteração do sistema nervoso, a fadiga, a alucinação, as doenças psíquicas.
Atualmente, os centros psiquiátricos acolhem não só alcoólicos e intoxicados, mas também um grande número de vítimas da poluição sonora.
Reações generalizadas de stress e aumento do ritmo cardíaco. São capazes de interromper a digestão e causar dores no estômago, náuseas, dores de cabeça, irritabilidade, ansiedade, nervosismo, insônia, perturbações auditivas graves, fadiga, redução de produtividade, aumento dos números de acidentes, de consultas médicas.
Combatendo a poluição sonora
1 - Evitar ruídos desnecessários;
2 - Não ouvir música com um volume de som muito alto;
3 - Falar num tom moderado nos locais públicos e nos hospitais.
VISUAL
Dá-se o nome de poluição visual ao excesso de elementos ligados à comunicação visual (como cartazes, anúncios, propagandas, banners, totens, placas, etc) dispostos em ambientes urbanos, especialmente em centros comerciais e de serviços. Acredita-se que, além de promover o desconforto espacial e visual daqueles que transitam por estes locais, este excesso tira a beleza das cidades modernas, desvalorizando-as e tornando-as apenas um espaço de promoção do fetiche e das trocas comerciais capitalistas. Acredita-se que o problema, porém, não é a existência da propaganda, mas o seu descontrole.
Também é considerada poluição visual algumas atuações humanas sem estar necessariamente ligada a publicidade tais como o grafite, as edificações com falta de manutenção, o lixo exposto não orgânico, e outros resíduos urbanos.
Efeitos da poluição visual
A poluição visual degrada os centros urbanos pela não coerência com a fachada das edificações, pela falta de harmonia de anúncios, logótipos e propagandas que concorrem pela atenção do espectador, causando prejuízo a outros, etc. O indivíduo perde, em um certo sentido, a sua cidadania (no sentido de que ele é um agente que participa ativamente da dinâmica da cidade) para se tornar apenas um espectador e consumidor, envolvido na efemeridade dos fenômenos de massas. A profusão da propaganda na paisagem urbana pode ser considerada uma característica da cultura de massas pós-moderna.
Certos municípios, quando tentam revitalizar regiões degradadas pela violência e pelos diversos tipos de poluição, baixam normas contra a poluição visual, determinando que as lojas e outros geradores desse tipo de poluição mudem suas fachadas a fim de tornar a cidade mais harmônica e esteticamente agradável ao usuário.
LUMINOSA
Poluição luminosa é o tipo de poluição causada pela luz excessiva ou obstrutiva criada por humanos. A poluição luminosa interfere nos ecossistemas, causa efeitos negativos à saúde, ilumina a atmosfera das cidades, reduzindo a visibilidade das estrelas e interfere na observação astronômica.
Este tipo de poluição é considerado um efeito colateral da industrialização. A fonte de poluição neste caso consiste das luminárias internas e externas de residências e outros estabelecimentos, anúncios publicitários, iluminação viária, sinalização aérea e marítima, bem como toda outra fonte artificial de luz. A poluição luminosa é mais intensa em áreas densamente povoadas e fortemente industrializadas na América do Norte, Europa e Japão.
Com os avanços das viagens espaciais privadas, a perspectiva de outdoors surgindo no futuro próximo tem levantado a preocupação que tais objetos possam se tornar uma nova fonte de poluição luminosa.
Efeitos da poluição luminosa
A variedade das condições ambientais contribui para a separação dos recursos e para uma maior biodiversidade. Alguns processos naturais só podem acontecer durante a noite na escuridão, como por exemplo, repouso, reparação, navegação celestial, caça ou recarga dos sistemas. Por esta razão, a escuridão possui igual importância à luz do dia. É indispensável para um funcionamento saudável dos organismos e de todo o ecossistema.
A perturbação dos padrões naturais de luz e escuridão influência vários aspectos do comportamento animal. A poluição luminosa pode confundir a navegação animal, alterar interações de competição, alterar relações entre presas e predadores e afetar a fisiologia do animal.
O estudo sobre a poluição luminosa ainda se encontra no início e por isso os impactos deste problema não são, ainda, totalmente compreendidos. Enquanto que o aumento da claridade do céu noturno representa o efeito mais familiar entre outros tantos, como por exemplo, o fato de a poluição luminosa conduzir a um maior gasto de energia elétrica. Numa escala global, aproximadamente 19% de toda a eletricidade utilizada produz luz à noite. O produto final da iluminação elétrica gerada pela carbonização de combustíveis fósseis é a descarga dos gases do efeito estufa. Estes gases são responsáveis pelo aquecimento global e pela exaustão dos recursos não renováveis.
A poluição luminosa produz muitos outros impactos no ambiente. Efeitos perigosos envolvem o reino animal, o reino vegetal e a humanidade. Para além de ser muito prejudicial para aos animais noturnos, migratórios e para os animais em voo, a poluição luminosa produz também riscos nas plantas.
 

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