terça-feira, 15 de abril de 2014

Urbanização é chave no controle de mudanças climáticas


As áreas urbanas do mundo devem crescer em quase duas vezes o tamanho de Manhattan por dia até 2030, e os projetos de urbanização de futuras cidades da Ásia e da África será crucial para reduzir o aquecimento global, apontou um estudo da ONU divulgado na segunda-feira (14 de abril de 2014).
A expansão vertiginosa significa oportunidades de bilhões de dólares para as empresas, que vão desde a construção mais sustentável de casas e escritórios até a melhoria das redes ferroviária e rodoviária, de acordo com um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática da ONU (IPCC).
“Há uma janela de oportunidade” para se associar a arquitetura urbana com a redução do aquecimento global, disse Karen Seto, professora da Universidade de Yale, que participou da elaboração do relatório do IPCC de 2.000 páginas sobre o controle de mudanças climáticas.
Um resumo de 33 páginas com uma foto de Xangai na capa foi divulgado no domingo. O documento informa que cidades ainda a serem construídas podem ajudar o conter o aquecimento, mas a maioria dos detalhes está em um capítulo de 116 páginas obtido pela Reuters antes da publicação na terça-feira (15 de abril de 2014).
Em um cenário, a expansão urbana entre 2000 a 2030 irá adicionar 1,2 milhão de quilômetros quadrados para as cidades, principalmente na Ásia e na África.
Essa expansão significa 110 quilômetros quadrados todos os dias durante três décadas, quase duas vezes o tamanho de Manhattan ou 20 mil campos de futebol norte-americano.
“Vinte mil campos de futebol vão passar de fazendas para cidades, de florestas para as cidades, todos os dias”, disse Seto à Reuters. As áreas urbanas representam entre 71 e 76 por cento das emissões de dióxido de carbono do mundo de energia.
Projetos de cidades mais compactas, que reduzem trajetos, aquecimento para poupar energia, transporte público melhor, ciclovias e áreas de pedestres podem reduzir as emissões, principalmente de combustíveis fósseis.
Os obstáculos incluem a falta de regulamentação para o planejamento, especialmente em países em desenvolvimento.
“A cada semana, a população urbana mundial aumenta em 1,3 milhão”, informa o capítulo. Em 2050, a população urbana deve ser cerca de dois terços de todas as pessoas na Terra. 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Sabemos o que fazer, porem quase nada fazemos


Só pode ser bem-vinda a notícia de que o Departamento de Zoneamento Territorial do Ministério do Meio Ambiente está preparando um diagnóstico para o Cerrado e uma proposta de estratégia para esse bioma (Ministério do Meio Ambiente, 31/3/2014). O Cerrado já perdeu mais de 50% de sua vegetação e, segundo estimativa de estudiosos, mais de metade da água acumulada no subsolo e que gera 14% dos fluxos para as três grandes bacias nacionais – a amazônica, a do Paraná e a do São Francisco. E pode perder mais, dizem técnicos, com a expansão da fronteira agropecuária, pressionada pela maior exportação de commodities, pelo aumento do consumo interno e pela expansão dos agrocombustíveis. Tudo isso resulta em ampliação do uso da terra e das taxas de desmatamento.
Pela mesma razão, é preciso que a sociedade esteja atenta para o que acontecerá no Senado na discussão de parecer do senador Blairo Maggi ao projeto de lei da Política de Gestão e Proteção do Bioma Pantanal – outra área já diante de agressões em curso e da possibilidade de que se permita ali a substituição de áreas preservadas por pastagens cultivadas, da possível supressão de reservas legais e dos efeitos danosos sobre os recursos hídricos. O Pantanal é um privilégio brasileiro, fundamental para o clima e a conservação da biodiversidade.
O último relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), divulgado há poucos dias (Estado, 30/3/2014), alerta exatamente para a vulnerabilidade de espécies terrestres e aquáticas, o risco de que tenham de migrar ou se extingam diante dos impactos do clima. E menciona especificamente a Amazônia brasileira, mas não apenas ela, embora lembre que no espaço amazônico estão estocados 90 bilhões de toneladas de carbono (na seca de 2005 foram liberados 5 bilhões de toneladas).
Outros estudos estão apontando para os impactos do clima nas populações de polinizadores, principalmente abelhas, das quais depende cerca de 10% da produção agrícola mundial, perto de US$ 212 bilhões anuais (30/3/2014). Os polinizadores estão sendo afetados principalmente pelas mudanças no uso da terra, secas, inundações. Áreas particularmente atingidas são as de produção de verduras e frutas. E a perda da biodiversidade originária – estudo da Natura (17/3/2014) – pode ser muito problemática, já que um hectare de palmeiras de dendê produz 200% mais óleo de palma do que um hectare de sistema agroflorestal. No mundo todo, afirma o economista indiano Pavan Sukhdev, o custo da perda da biodiversidade pode chegar a US$ 4,5 trilhões por ano.
Os dramas do clima e cenários soturnos não são para o fim do século, estão acontecendo agora em todos os continentes e oceanos – lembra texto de Giovana Girardi neste jornal (29/3/2014). E podem desacelerar o crescimento econômico, dificultar a redução da pobreza e a segurança alimentar. O cientista José A. Marengo enfatiza a necessidade de correr com programas de adaptação – mas deixando claro que não há uma fórmula única, depende de cada lugar, de seus problemas e possibilidades específicas. Todavia já são evidentes os riscos de savanização de várias áreas.
O conservador e prudente jornal britânico The Guardian chega a discorrer sobre estudo do Centro Espacial Goddard, da Nasa, segundo o qual “a civilização industrial global pode entrar em colapso nas próximas décadas” por causa do “consumo insustentável de recursos e da distribuição desigual da renda” – cada vez maior. Não seria a primeira vez na História do mundo, observa o jornal, citando o desaparecimento de civilizações como as de Roma e da Mesopotâmia. Tecnologia, apenas, não resolverá. O desfecho, contudo, não é inevitável, “dependerá de políticas adequadas” (14/3/2014).
Uma dessas políticas terá como missão encontrar formatos adequados para expandir em 60% a produção global de alimentos até 2050 sem ampliar os problemas da água (a agricultura já usa 70% do total), da desertificação (mais 60 mil km2 por ano), do consumo de recursos naturais acima (pelo menos 30%) da capacidade de reposição. Em outra área, diz o World Economic Forum que serão necessários investimentos anuais de US$ 6 trilhões, ao longo de quase duas décadas, para estabelecer uma “economia de baixo carbono”. Mas como se fará para eliminar, por exemplo, o subsídio ao consumo de combustíveis fósseis – petróleo, principalmente -, uma das fontes mais poluidoras?
Diz o governo brasileiro que em 2010 a redução do desmatamento no Brasil produziu uma queda de emissões maior que a do total dos países desenvolvidos. Isso foi consequência dos esforços para reduzir o pico do desmatamento na Amazônia. Porém ainda não chegamos a reduções mais fortes em outras áreas (transportes, indústria e agricultura, principalmente).
Um dos problemas está exatamente na falta de avanços na implantação do novo Código Florestal. E uma das questões mais fortes está em que, dois anos depois da nova legislação, ainda não se implementou o Cadastro Ambiental Rural (jornal Valor Econômico, 27/3/2014), que permitiria identificar em cada propriedade áreas de preservação obrigatória da vegetação, reservas legais e desobediências à lei. Os decretos de regulamentação do novo código também estão parados. E com tudo isso, como afirmou o Valor, “o Código Florestal continua no papel”, embora haja 5,4 milhões de imóveis rurais no País.
Paralelamente, as unidades federais administradas pelo Instituto Chico Mendes não têm dinheiro para nada. O Brasil, segundo as Universidades Yale e de Columbia, está em 71.º lugar entre 178 países em termos de “ameaças à natureza” e proteção à saúde humana (Instituto Carbono Brasil, 29/1/2014).
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, espera que os países cheguem a um acordo sobre o clima em setembro, mas não há nada concreto à vista. E o experiente Nicholas Stern, consultor do Reino Unido, alerta: “Sabemos o que está acontecendo. Mas nada fazemos” (UN News, 21/3/2014).
Washington Novaes – Jornalista
 
Fonte: Artigo originalmente publicado em O Estado de S.Paulo e reproduzido pelo EcoDebate

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Gestão e Gestor Ambiental


Gestão ambiental é um sistema de administração empresarial que dá ênfase na sustentabilidade. Desta forma, a gestão ambiental visa o uso de práticas e métodos administrativos que reduzir ao máximo o impacto ambiental das atividades econômicas nos recursos da natureza.
Métodos e objetivos principais da gestão ambiental
 - Uso de recursos naturais de forma racional.
- Aplicação de métodos que visem a manutenção da biodiversidade.
- Adoção de sistemas de reciclagem de resíduos sólidos.
- Utilização sustentável de recursos naturais.
- Tratamento e reutilização da água e outros recursos naturais dentro do processo produtivo.
- Criação de produtos que provoquem o mínimo possível de impacto ambiental.
- Uso de sistemas que garantam a não poluição ambiental. Exemplo: sistema carbono zero.
- Treinamento de funcionários para que conheçam o sistema de sustentabilidade da empresa, sua importância e formas de colaboração.
- Criação de programas de pós-consumo para retirar do meio ambiente os produtos, ou partes deles, que possam contaminar o solo, rios, etc. Exemplo: recolhimento e tratamento de pneus usados, pilhas, baterias de telefones celulares, peças de computador, etc.
Importância para as empresas
A adoção de gestão ambiental é importante para uma empresa por diversos motivos. Em primeiro lugar porque ela associa sua imagem ao da preservação ambiental, melhorando no mercado as imagens das marcas de seus produtos. Empresas que adotam este sistema conseguem reduzir seus custos, evitando desperdícios e reutilizando materiais que antes eram descartados. Empresas com gestão ambiental melhoram suas relações comerciais com outras empresas que também seguem estes princípios.
ISO 14000
O ISO 14000 é um conjunto de normas técnicas e administrativas que estabelece parâmetros e diretrizes para a gestão ambiental para as empresas dos setores privado e público. Estas normas foram criadas pela International Organization for Standardization - ISO (Organização Internacional para Padronização).
Gestor Ambiental
O que faz: O campo de trabalho do Gestor Ambiental é bem amplo. Atua na elaboração e aplicação de projetos de sustentabilidade em empresas privadas e públicas. Assessora e implanta projetos de proteção ambiental e de certificação ambiental (ISO 14000) nas empresas. Analisa e desenvolve estudos e relatórios de impactos ambientais para empresas. 
Características profissionais importantes (aptidões, habilidades e competências): Capacidade de gerenciamento e facilidade em comandar equipes. Habilidade para analisar e desenvolver pesquisas. Interesse na proteção ambiental e desenvolvimento sustentável do planeta. Facilidade para analisar e criar soluções para problemas ambientais nos segmentos públicos e privados.
Mercado de Trabalho: Empresas privadas, públicas e ONGs (Organizações Não Governamentais). Pode atuar também como autônomo oferecendo assessoria técnica.
Especializações e cursos complementares: Após a formação, poderá fazer cursos nas seguintes áreas: Zootecnia, Biologia Marinha, Botânica, Ciências do Meio Ambiente, Ecologia, Mineração, Engenharia Florestal, Direito Ambiental, etc. 

quinta-feira, 10 de abril de 2014

SOCIEDADE SUSTENTÁVEL


Sociedade sustentável é aquela que consegue suprir suas necessidades de produção, consumo e crescimento sem comprometer as bases para o desenvolvimento das futuras gerações. 
Uma sociedade sustentável deve, portanto, caminhar no sentido do desenvolvimento sustentável, equilibrando o crescimento econômico com a preservação do meio ambiente e a qualidade de vida.
Principais características de uma sociedade sustentável
- Uso racional de água e energia.
- Captação e uso da água das chuvas. 
- Preservação do meio ambiente. 
- Desenvolvimento de sistema de reciclagem de lixo e reuso de materiais sólidos. 
- Incentivo e uso de meios de transportes coletivos, bicicletas, veículos elétricos e outros que não poluem o ar. 
- Utilização racional e controlada dos recursos naturais e minerais do planeta Terra. 
- Diminuição do uso de combustíveis fósseis (gasolina e diesel), os principais causadores do aquecimento global e das mudanças climáticas. 
- Uso de fontes de energias renováveis e limpas como, por exemplo, eólica e solar. 
- Implantação de sistemas de educação ambiental nas escolas. 
- Ampliação, preservação e manutenção de áreas verdes (parques, bosques, jardins públicos). 
- Incentivo aos moradores para que estes plantem árvores em suas calçadas, aumentando assim a arborização urbana. 
- Incentivo e aumento das áreas agrícolas destinadas à produção de gêneros alimentícios (frutas, verduras e cereais) orgânicos. 
Existem sociedades sustentáveis atualmente
Infelizmente não, embora muitas cidades (principalmente na Europa, Japão, EUA e Canadá) já possuam algumas características relacionadas à sustentabilidade.
Dificuldades
A principal dificuldade para a implantação e desenvolvimento de uma sociedade sustentável é o fator econômico. Muitas empresas, buscando baratear os custos de produção, optam por processos produtivos poluentes e não sustentáveis. 
Faltam também incentivos dos governos, que visando obter cada vez mais impostos, não criam sistemas de incentivos fiscais para práticas sustentáveis. 
Os cidadãos, principalmente de países pobres ou em desenvolvimento, possuem pouco esclarecimento sobre a importância do desenvolvimento sustentável para a qualidade de vida atual e das futuras gerações. 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

SUSTENTABILIDADE SOCIAL


Sustentabilidade Social se refere a um conjunto de ações que visam melhorar a qualidade de vida da população. Estas ações devem diminuir as desigualdades sociais, ampliar os direitos e garantir acesso aos serviços (educação e saúde principalmente) que visam possibilitar as pessoas acesso pleno à cidadania.
Importância
As ações sustentáveis socialmente não são importantes apenas para as pessoas menos favorecidas. Quando colocadas efetivamente em prática, possuem a capacidade de melhorar a qualidade de vida de toda população. 
Um exemplo prático é a diminuição da violência proporcionalmente à ampliação do sistema público educacional de qualidade.
Vale lembrar que uma população com bom nível cultural e educacional respeita mais o meio ambiente, colaborando desta forma para o desenvolvimento sustentável do planeta.
Ações de sustentabilidade social
- Implantação de projetos educativos e sociais gratuitos, principalmente para pessoas de baixa renda;
- Investimentos em educação pública, visando à qualidade do ensino;
- Implantação de programas voltados para a inclusão social, principalmente de pessoas portadoras de necessidades especiais;
- Qualificação profissional de jovens através, principalmente, de cursos gratuitos de língua estrangeira, informática e etc.; 
- Investimentos governamentais em saneamento básico, garantindo tratamento de esgoto e acesso à água potável para pessoas que não tem acesso a estes serviços;
- Implantação de projetos que possibilitem acesso à energia elétrica para pessoas que ainda não possuem este serviço;
- Ampliação do acesso à Internet para pessoas de baixa renda;
- Ampliação dos meios de participação democrática na definição de ações que visem melhorar a qualidade de vida das pessoas. Um bom exemplo desta ação é o orçamento participativo;
- Adoção de sistemas educacionais que levem informações sobre a importância da preservação ambiental para a sociedade, relacionando-a com a melhoria da qualidade de vida em seu espaço geográfico;
- Projetos de qualificação profissional, principalmente para trabalhadores que se encontram desempregados;
- Orientação aos jovens, através de programas eficientes, sobre o grave problema das drogas;
- Implantação de programas geradores de renda para pessoas carentes.   

terça-feira, 8 de abril de 2014

Consumidor Verde


Também conhecido como consumidor sustentável, o consumidor verde é aquele que tem atitudes de consumo voltadas para a preservação do meio ambiente. Estas atitudes positivas contribuem para o desenvolvimento sustentável do planeta. 
Atitudes sustentáveis de um consumidor verde
- Consumir alimentos (frutas, verduras e legumes) orgânicos, que além se serem mais saudáveis não contaminam o meio ambiente com agrotóxicos. 
- Consumir de produtos que utilizam embalagens recicláveis. 
- Usar meios de transporte que não poluem o ar ou que tenham baixos índices de poluição. 
- Usar, sempre que possível, o sistema de transporte público. 
- Não consumir ou consumir com moderação carnes de origem animal (principalmente a vermelha), pois sua produção requer a utilização de grande quantidade de água. Para termos uma ideia, para produzir 1 quilo de carne bovina são utilizados cerca de 15 mil litros de água. 
- Utilizar sacolas retornáveis (ecológicas) nos supermercados. 
- Usar de forma racional (economizar) a água e a energia elétrica dentro de casa e no ambiente de trabalho. 
- Fazer a coleta seletiva do lixo e participar de programas de reciclagem. 
- Reutilizar produtos, quando possível, ao invés de simplesmente descartá-los. 
- Comprar produtos de madeira com certificação ambiental. 
- Não descartar no lixo comum produtos que podem contaminar o solo ou rios. Exemplos: pilhas, baterias, remédios e produtos químicos. 
- Não despejar o óleo de cozinha usado na rede de esgoto. Em muitas cidades já ocorre a reciclagem deste tipo de óleo. 
- Comprar plantas e flores que foram plantadas para a comercialização. Muitos destes produtos são retirados da natureza, fato que prejudica o meio ambiente e , portanto, não devem ser compradas. 
- Não comprar e manter animais silvestres dentro de casa.  
- Dar preferência para o consumo de produtos de empresas que investem na preservação do meio ambiente.  

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Logística Reversa


Logística reversa: importante para o Meio Ambiente
De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (estabelecida pela lei 12.305 de 2/08/2010), a logística reversa pode ser definida como “instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada”.
Quando entrará em vigor
De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), a logística reversa passará a vigorar em 2014 e deverá estar implantada em todo país até o ano de 2015. Porém, já existem muitas indústrias utilizando a logística reversa em função da política de responsabilidade ambiental que possuem.
Vantagens para a sociedade e meio ambiente
- Possibilita o retorno de resíduos sólidos para as empresas de origem, evitando que eles possam poluir ou contaminar o meio ambiente (solo, rios, mares, florestas, etc.);
- Permite economia nos processos produtivos das empresas, uma vez que estes resíduos entram novamente na cadeia produtiva, diminuindo o consumo de matérias-primas;
- Cria um sistema de responsabilidade compartilhada para o destino dos resíduos sólidos. Governos, empresas e consumidores passam a ser responsáveis pela coleta seletiva, separação, descarte e destino dos resíduos sólidos (principalmente recicláveis);
- As industrias passarão a usar tecnologias mais limpas e, para facilitar a reutilização, criarão embalagens e produtos que sejam mais facilmente reciclados.
Logística reversa e sustentabilidade
A implantação do sistema de logística reversa é mais um elemento rumo ao desenvolvimento sustentável do planeta, pois possibilita a reutilização e redução no consumo de matérias-primas.
Como funcionará na prática: exemplo de logística reversa
Uma empresa fabricante de pneus deverá receber de volta seus produtos já usados. O consumidor, após usar os pneus, deverá encaminhá-los a postos de coleta específicos (que podem estar instalados no comércio onde ele adquiriu), onde serão retirados pelo fabricante. O fabricante reutilizará estes pneus usados, após passar por determinados procedimentos, na linha de produção de pneus novos ou outros produtos.
Desta forma, a logística reversa impedirá que estes pneus sejam descartados em rios ou terrenos, poluindo o meio ambiente.
A função de cada setor no processo
- Consumidores: devolver os produtos que não são mais usados em postos (locais) específicos.
- Comerciantes: instalar locais específicos para a coleta (devolução) destes produtos.
- Indústrias: retirar estes produtos, através de um sistema de logística, reciclá-los ou reutilizá-los.
- Governo: criar campanhas de educação e conscientização para os consumidores, além de fiscalizar a execução das etapas da logística reversa.
Principais produtos que farão parte do sistema de logística reversa
- Pneus
- Pilhas e baterias
- Embalagens e resíduos de agrotóxicos
- Lâmpadas fluorescentes, de mercúrio e vapor de sódio
- Óleos lubrificantes automotivos
- Peças e equipamentos eletrônicos e de informática
- Eletrodomésticos (geladeiras, fogões, micro-ondas, freezers, etc.). 

sexta-feira, 4 de abril de 2014

DESPERDICIO DE ALIMENTOS


A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) denunciou nesta quarta-feira (2 de março de 2014) que, em média, cada habitante da Terra desperdiça quase 300 quilos de alimentos por ano e, ao mesmo tempo, mais de 800 milhões de pessoas passam fome.
Durante uma conferência regional da FAO para Europa e Ásia Central, focada no desperdício de alimentos, o diretor-geral da organização, José Graziano da Silva, destacou que 1.300 milhões de toneladas de alimentos são perdidas a cada ano.
“Se os desperdícios e as perdas pudessem ser reduzido simplesmente à metade, o aumento produção de alimentos para suprir a população mundial em 2050 seria de só 25%, em vez dos 60% estimados atualmente”, explicou Graziano à Agência Efe.
Segundo dados da FAO, cada habitante da Terra desperdiça em média 280 quilos de alimentos por ano, enquanto ao mesmo tempo 842 milhões de pessoas, mais de 10% da população do planeta, passam fome diariamente.
A perda de alimentos acontece principalmente “em fazendas, durante o processamento, o transporte e o armazenamento”, e pela “falta de regulação” que afeta também a segurança alimentar.
A crise financeira e econômica, que impactou duramente muitos Estados europeus, reduziu o desperdício de alimentos, embora esta redução continue sendo insuficiente para a FAO, disse Graziano.
As perdas econômicas e ambientais desse desperdício, além de tudo, ultrapassam as centenas de bilhões de dólares.
“O custo anual do desperdício e das perdas de alimentos, expressado em preço ao produtor, é de US$ 750 bilhões. Se considerássemos os preços no varejo e os custos ambientais, este número seria muito maior”, destacou.
A conferência de Bucareste reúne esta semana mais de 300 delegados de meia centena de países da Europa e da Ásia Central, que discutem como reduzir a perda de alimentos, como fomentar a agricultura familiar e como combater os efeitos da mudança climática sobre a produção agrária.
“Precisamos aumentar nossos esforços para diminuir (os efeitos), para nos adaptarmos e, principalmente, para mudar para um sistema sustentável de alimentos”, manifestou Graziano em referência ao mais recente relatório do Painel Intergovernamental da ONU sobre Mudança Climática, o IPCC.
“Esta é uma de nossas principais responsabilidades. Os mais pobres do mundo são especialmente vulneráveis à mudança climática”, discursou o diretor-geral no plenário.
Mas, por outro lado, relacionou a fome e os movimentos migratórios vindos da África com o corte dos fundos da cooperação internacional. Nesse sentido Graziano pediu que os Estados europeus voltem a ajudar mais seus países vizinhos. “A Europa deve recuperar seu papel de importante doadora”, afirmou o ex-ministro do governo Lula e um dos articuladores do programa Fome Zero. 

quinta-feira, 3 de abril de 2014

As alterações climáticas vão trazer surpresas


As alterações climáticas podem trazer surpresas, enquanto o mundo não está preparado para as consequencias, alertam especialistas em um relatório.
No seu recente relatório, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC , por sua sigla em Inglês ) argumenta que os efeitos do problema podem agora ser encontrar nos continentes e oceanos , e suas consequências podem ser "grave, generalizada e irreversível ".
Vicente Barros, co-presidente do Grupo de Trabalho dedicado aos efeitos do aquecimento global, segundo o relatório revelou que " vivemos em uma época em que a mudança climática é causada pelo homem. "
"Em muitos casos, não estamos preparados para os riscos relacionados com o clima a que estamos enfrentando. Investir em melhor preparação pode pagar dividendos no presente e no futuro ", acrescentou o especialista da Universidade de Buenos Aires.
Vem o inesperado
O relatório " Mudanças Climáticas 2014. Impactos, Adaptação e Vulnerabilidade ", também observa que a natureza dos riscos desse fenômeno está se tornando mais clara , embora ainda ocorram surpresas. A mudança climática já está a ter consequências para a agricultura, a saúde humana, os ecossistemas e oceanos, abastecimento de água e meios de vida de algumas pessoas.
O relatório pessoas, indústrias e ecossistemas ao redor do mundo que são vulneráveis ​​ao aquecimento global são indicados. Algumas das características mais alarmantes de impacto estão derretendo calotas polares, as inundações de algumas pequenas ilhas e cidades costeiras vulneráveis.
Chris Field , da Carnegie Institution for Science , que também preside a força-tarefa , disse por sua vez que a adaptação à mudança climática " não é um programa exótico que não já tentou " e disse que os governos, empresas e comunidades em todo o mundo estão ganhando experiência nele.
" Essas experiências são o ponto de partida para alcançar adaptações mais ousadas e ambiciosas , que será importante à medida que continuam a mudar o clima ea sociedade", disse Field.
Ele também disse que , com altos níveis de aquecimento devido ao aumento contínuo das emissões de gases de efeito estufa " será difícil de controlar os riscos e, apesar de um investimento significativo e contínuo na adaptação isso, vamos encontrar limitações. " O especialista lembrou que o relatório conclui que os indivíduos, as sociedades e os ecossistemas " são vulneráveis ​​do mundo, mas a vulnerabilidade é diferente em lugares diferentes. Muitas vezes, interage com as mudanças climáticas e outras pressões e aumenta o risco " .
O relatório foi elaborado com base nas contribuições de 309 autores de 70 países , que também envolveu a colaboração de mais de 400 especialistas , e um total de 1.729 cientistas e revisores do governo comentou sobre as correntes de ar.
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas foi criado em 1988 pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

As principais ameaças à qualidade da água no Brasil


A falta de tratamento de esgoto e a poluição oriunda da indústria e agricultura são as principais ameaças à qualidade da água no Brasil. Segundo levantamento da ONG SOS Mata Atlântica, a água é ruim ou péssima em 40% dos 96 rios, córregos e lagos avaliados em sete estados brasileiros. A pesquisa, divulgada por ocasião do Dia Mundial da Água (22/03/2014), mostra que a situação é preocupante no bioma da Mata Atlântica, principalmente em áreas urbanizadas.
Apenas 11% dos rios e mananciais foram classificados como bons – todos localizados em áreas de proteção ambiental e de mata ciliar preservada. Em 49% dos rios, a água é regular. A pesquisa foi realizada em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Cantarina e Rio Grande do Sul.
Segundo dados da Agência Nacional de Águas (ANA), 76% dos corpos d’água apresentam qualidade boa; 6% foram classificados como ruim e apenas 1% como péssimo. Em áreas urbanas, a parcela considerada boa cai para 24%. As águas de qualidade ruim e péssima sobem para 32% e 12%, respectivamente.
Apesar de serem os principais centros de poluição, as cidades grandes possuem maior infraestrutura de saneamento básico, ressalta o professor de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFMG Marcos von Sperling.
“A cobertura de saneamento das cidades pequenas é normalmente bem inferior às cidades grandes. No Brasil, um quarto dos municípios tem até cinco mil habitantes e são muito frágeis em termos de administração. E é até inviável do ponto de vista financeiro fazer o tratamento e cobrar por ele. São populações com renda familiar muito baixa”, afirma.
Informação – A ANA alerta para a falta de informação sobre a qualidade dos recursos hídricos no Brasil. A agência realiza o diagnóstico a partir de dados das redes estaduais, mas apenas 17 das 27 unidades da federação fazem o monitoramento da água. Outra dificuldade é que não há uma padronização no trabalho de coleta de dados.
Segundo a agência, apenas 658 pontos de análise tiveram uma série histórica longa o suficiente para realização do estudo. Nestes casos, 8% apresentaram tendência de melhoria na qualidade da água e 5%, de piora.
Para diminuir a falta de informação, a agência lançou na quinta-feira (20/03/2014) a Rede Nacional de Monitoramento de Qualidade das Águas, que deve padronizar os dados e procedimentos de coleta. O objetivo é subsidiar a definição de políticas públicas e a gestão dos recursos hídricos.
“A qualidade da água hoje é insuficientemente monitorada. Não temos um retrato do país. São várias as entidades de gestão da água, públicas e privadas, em âmbito federal, estadual e municipal. Estamos nos adaptando a essa imensa fragmentação do sistema brasileiro”, defende Maurrem Vieira, especialista em recursos hídricos da ANA.
Os especialistas são unânimes em afirmar que o maior problema da qualidade da água no país é a falta de tratamento de esgoto. Mesmo com poucos dados disponíveis, a especialista em recursos hídricos da ANA Renata Bley diz que as tendências de melhora identificadas são “resultado, principalmente, de investimentos em coleta e tratamento de esgoto nas regiões metropolitanas”.
Apenas 37,5% do esgoto gerado no Brasil é tratado, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento. A coleta é realizada para 48,1% da população. Para Maurrem Vieira, é preciso investir mais no tratamento de esgoto: “Expandimos o serviço e, paralelamente, a população cresce. É como se fosse uma corrida, que por enquanto estamos ganhando.”
Um estudo do Instituto Trata Brasil e do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, lançado na quarta-feira (19/03/2014), indica que o país é o 112° no mundo em termos de evolução e cobertura de saneamento.
“A expansão de 4,1% ao ano perdeu velocidade nesta década de 2010 – na anterior, era de 4,6% ao ano – o que nos distancia ainda mais da já longínqua meta do governo federal de universalizar os serviços em 2030”, afirma o instituto em nota.
Problemas ambientais
Um dos principais problemas ambientais causados pelo esgoto não tratado é a falta de oxigênio nos rios. Os dejetos contêm matéria orgânica, que serve de alimento para bactérias. No processo, elas consomem oxigênio, baixando o nível do gás na água. Em regiões urbanas, é comum encontrar rios praticamente sem oxigênio, onde o odor é forte e a fauna aquática não consegue sobreviver.
Outra dificuldade recorrente é o crescimento exacerbado de algas em lagoas e represas, causado pela presença de nitrogênio e fósforo, que são nutrientes para esses organismos. “As algas mudam a coloração do corpo d’água e prejudicam bastante a qualidade”, afirma Marcos Von Sperling.
As principais causas de poluição, além do esgoto, são os lançamentos da industria e da agricultura, que geram rejeitos químicos nocivos, como os agrotóxicos, por exemplo. Por fim, há a poluição difusa, cuja origem é difícil de verificar e pode incluir qualquer dejeto. “Vai desde o sofá velho ao cachorro morto, tudo vai parar nos córregos”, diz Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da SOS Mata Atlântica.
A falta de tratamento de esgoto tem consequências graves para a saúde pública do país. “Nos dejetos há diversos organismos patogênicos, como bactérias, vírus, protozoários e vermes, que causam uma série de doenças”, explica o professor Marcos Von Sperling.
Ainda que o tratamento da água seja realizado corretamente, há outros usos dos recursos hídricos que podem disseminar doenças. “Se a pessoa nadar em um rio sujo, comer alimentos lavados ou irrigados com água contaminada, ela pode ser infectada”, lembra.
Segundo o estudo do Instituto Trata Brasil, foram notificadas 340 mil internações por infecções gastrointestinais no Brasil em 2013. Mais de 170 mil foram de crianças de até 14 anos de idade. A pesquisa aponta que a universalização do saneamento traria uma economia anual de 27,3 milhões de reais para os cofres públicos apenas com as internações.
Água em casa
A poluição dos rios e represas com esgoto e rejeitos químicos nocivos também pode afetar a qualidade da água que chega às casas. “O risco é sempre maior quando tratamos uma água bruta muito poluída”, defende Von Sperling.
“As estações de tratamento de água não estão preparadas para o esgoto. São processos diferentes. Por isso, se o material é jogado sem tratamento em uma área de captação de água, pode sim haver problemas”, argumenta Pedro Mancuso, professor do Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da USP.
Além do risco para a saúde, a poluição encarece o tratamento de água, afirma Von Sperling. “Os processos convencionais se tornam insuficientes e é preciso empregar métodos mais caros”, diz.
Ainda que a qualidade da água varie muito no Brasil, inclusive dentro de uma mesma cidade, os especialistas consideram que ela é satisfatória. “Temos o primo pobre, que é o tratamento de esgoto, e o primo rico, que é o tratamento da água”, assegura Malu Ribeiro, da SOS Mata Atlântica.
Os estudiosos concordam que as caixas d’água são um ponto fraco do sistema, que não está presente em outros países, onde o abastecimento é feito direto da estação para as residências. Segundo eles, a água tratada é de qualidade, mas pode se deteriorar nos encanamentos e reservatórios das casas e edifícios.
Eles também elogiam a legislação, considerada moderna. “A portaria é boa, mas ela é difícil de ser cumprida em regiões afastadas e sem estrutura. Onde ela é seguida o tratamento é eficiente, como costuma acontecer nas companhias estaduais”, diz Pedro Mancuso. 

terça-feira, 1 de abril de 2014

ENERGIA SOLAR


Quase todas as fontes de energia – hidráulica, biomassa, eólica, combustíveis fósseis e energia dos oceanos – são formas indiretas de energia solar. Além disso, a radiação solar pode ser utilizada diretamente como fonte de energia térmica, para aquecimento de fluidos e ambientes e para geração de potência mecânica ou elétrica. Pode ainda ser convertida diretamente em energia elétrica, por meio de efeitos sobre determinados materiais, entre os quais se destacam o termoelétrico e o fotovoltaico.
No seu movimento de translação ao redor do Sol, a Terra recebe 1 410 W/m² de energia, medição feita numa superfície normal (em ângulo reto) com o Sol. Disso, aproximadamente 19% é absorvido pela atmosfera e 35% é refletido pelas nuvens. Ao passar pela atmosfera terrestre, a maior parte da energia solar está na forma de luz visível e luz ultravioleta.
A radiação solar, juntamente com outros recursos secundários de alimentação, tal como a energia eólica e das ondas, hidroelétricas e biomassa, são responsáveis por grande parte da energia renovável disponível na terra. Entretanto apenas uma minúscula fração da energia solar disponível é utilizada.   
As plantas utilizam diretamente essa energia no processo de fotossíntese. Nós usamos essa energia quando queimamos lenha ou combustíveis minerais. Existem técnicas experimentais para criar combustível a partir da absorção da luz solar em uma reação química de modo similar à fotossíntese vegetal - mas sem a presença destes organismos.
Entre os vários processos de aproveitamento da energia solar, os mais usados atualmente são o aquecimento de água e a geração fotovoltaica de energia elétrica. No Brasil, o primeiro é mais encontrado nas regiões Sul e Sudeste, devido a características climáticas, e o segundo, nas regiões Norte e Nordeste, em comunidades isoladas da rede de energia elétrica.
À semelhança de outros países do mundo, em Portugal desde abril de 2008 um proprietário particular pode produzir e vender energia elétrica à rede elétrica nacional, desde que produzida a partir de fontes renováveis. Um sistema de microprodução ocupa cerca de 30 metros quadrados e permite ao proprietário particular receber perto de 4 mil euros por ano.
De acordo com um estudo publicado em 2007 pelo Conselho Mundial da Energia, em 2100, 70% da energia consumida será de origem solar.
Energia Solar e o Meio Ambiente
O sol é fonte de energia renovável, o aproveitamento desta energia tanto como fonte de calor quanto de luz, é uma das alternativas energéticas mais promissoras para enfrentarmos os desafios do novo milênio.
A energia solar é abundante e permanente, renovável a cada dia, não polui e nem prejudica o ecossistema. A energia solar é a solução ideal para áreas afastadas e ainda não eletrificadas, especialmente num país como o Brasil onde se encontram bons índices de insolação em qualquer parte do território.
A Energia Solar soma características vantajosamente positivas para o sistema ambiental, pois o Sol, trabalhando como um imenso reator à fusão, irradia na terra todos os dias um potencial energético extremamente elevado e incomparável a qualquer outro sistema de energia, sendo a fonte básica e indispensável para praticamente todas as fontes energéticas utilizadas pelo homem.
O Sol irradia anualmente o equivalente a 10.000 vezes a energia consumida pela população mundial neste mesmo período. Para medir a potência é usada uma unidade chamada quilowatt. O Sol produz continuamente 390 sextilhões (390x1021) de quilowatts de potência. Como o Sol emite energia em todas as direções, um pouco desta energia é desprendida, mas mesmo assim, a Terra recebe mais de 1.500 quatrilhões (1,5x1018) de quilowatts-hora de potência por ano.
A energia solar é importante na preservação do meio ambiente, pois tem muitas vantagens sobre as outras formas de obtenção de energia, como: não ser poluente, não influir no efeito estufa, não precisar de turbinas ou geradores para a produção de energia elétrica, mas tem como desvantagem a exigência de altos investimentos para o seu aproveitamento. Para cada um metro quadrado de coletor solar instalado evita-se a inundação de 56 metros quadrados de terras férteis, na construção de novas usinas hidrelétricas. Uma parte do milionésimo de energia solar que nosso país recebe durante o ano poderia nos dar 1 suprimento de energia equivalente a:
•54% do petróleo nacional
•2 vezes a energia obtida com o carvão mineral
•4 vezes a energia gerada no mesmo período por uma usina hidrelétrica.
Produção mundial de energia Solar
O aproveitamento do uso de energia solar fez grandes progressos nos últimos anos. O potencial acumulado instalado nos países participantes do programa de Sistemas de Energia da Agência Internacional de Energia Fotovoltaica (EIA-PVPS) foi quase 8 GWp ao final de 2007, mais de um terço superior quando comparado ao final de 2006. Desse total, mais de 90% estava disponível, conectado as redes de consumo. 
Em termos de grandes mercados nacionais a Alemanha e o Japão elevaram a capacidade instalada de energia solar no mundo, 3.9 e 1.9 GWp respectivamente. No entanto, foi a Espanha que apresentou o maior crescimento anual. A meta prevista para o ano de 2010 pelo Plano do Governo Espanhol para Energias Renováveis foi alcançada muito tempo antes do prazo estipulado. Uma nova meta para 2011-2020 pretende perpetuar o crescimento da participação das energias renováveis na matriz energética espanhola.
A política governamental da Alemanha ajudou o país a manter-se na posição de liderança mundial de produção de energia solar, que foi reforçada em 2008 quando uma estimativa de 1.4 GWp foi adicionada a sua capacidade instalada.
Austrália e os Estados Unidos instituíram “cidades solares”. Atualmente a Austrália tem 7 dessas cidades e EUA 25. Estes programas têm ajudado grandemente a sensibilizar o desenvolvimento da tecnologia fotovoltaica e estão promovendo sua implementação. A Índia também tem um programa de cidades solares. 

segunda-feira, 31 de março de 2014

NASA e ONU dizem: O colapso da civilização está próximo


Incerteza, risco, crise, perigos globais, o caos... São alguns dos conceitos mais utilizadas na mais recente relatório do Painel Intergovernamental das Nações Unidas (composto por 60 cientistas e representantes de uma centena de países) discutiu estes dias no Japão. O documento foi elaborado pela agência sobre mudanças climáticas das nações unidas, mas a sua perspectiva não se limita a descrever o impacto ambiental atual, como no passado, mas se concentra seu foco na análise de ameaças contra a civilização. Suas conclusões não são encorajadores e servem para reforçar, através de uma mimesis assustador, as mesmas advertências lançadas em um recente estudo financiado pela NASA.
As catástrofes naturais ao longo do ano passado, juntamente com os efeitos do clima extremo, com secas, ondas de calor, inundações e ciclones, deixaram para trás sérios problemas de abastecimento, hiperinflação e algumas tentativas de revolta. A nova abordagem à ONU não é mais focada sobre o derretimento das geleiras e do perigo que representa para a alteração do habitat dos ursos polares. Desta vez, as graves dificuldades que enfrentam civilização no não muito distante, entre quatro e oito décadas período corrente. O desafio agora é "buscar a sobrevivência da espécie humana."
Um ponto de viragem nas leituras sobre o clima, como Michel Jarraud, secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial, "é o resultado da ação humana.” Portanto, como observado nos resultados, em nossas mãos é para inverter esta tendência, ou pelo menos reduzir o impacto devastador dessas ameaças. O relatório ainda não foi publicado, ele ainda precisa da aprovação dos representantes de todos os países da ONU, propôs a publicação de um documento de síntese, de cerca de 29 páginas, para as decisões políticas.
Os riscos e ameaças à civilização
Ainda há espaço para a ação, eles dizem. Caso contrário, a pobreza, a migração ou a fome resultante destes desastres naturais, se tornaria uma fonte constante de conflito. Recursos declínio incentivar guerra sobre o acesso a necessidades básicas, alerta o projeto de relatório, “empurrando Estados para assumir novos desafios e determinar, cada vez mais, as políticas de segurança nacional.”
Como pano de fundo, o agravamento de eventos climáticos extremos e aponta para uma menor sobrevivência de espécies animais e vegetais, a diminuição da produção agrícola, o aumento de doenças associadas à poluição e do deslocamento de grandes populações. “A desestabilização dos saldos atuais” que possam pôr em causa a continuidade da civilização, de acordo com especialistas que construíram centenas de estudos anteriores sujeitos à revisão por parte da comunidade científica.
“É muito claro, não estamos preparados para assumir tais situações”, reconheceu após uma das reuniões, o principal autor do relatório, Chris Field, The Associated Press. Alguns riscos podem ser agrupados em cinco áreas principais:
A violência e os confrontos entre os países sobre os recursos de acesso
Pela primeira vez, o painel de especialistas enfatizaram a associação entre o aquecimento global e da guerra. Em primeiro lugar, nuance, não causar guerras definitivas entre os países, mas ele vai se tornar um fator de desestabilização que irá aumentar as razões para o confronto. Impactos transfronteiriços (redução de áreas de geada do planeta, das fontes de água compartilhados ou recursos alimentares) "tem o potencial de aumentar a rivalidade entre os estados”.
Um bom exemplo é o fenômeno climático El Niño, podem alterar a disponibilidade de alimento básico em muitas partes do mundo, causando problemas de abastecimento, a hiperinflação e, em última análise, a agitação social, como foi recentemente analisada no Valor Adicionado. E, "a fonte da Primavera Árabe abortada se encontra lá", esclareceu o autor.
Aumento dos preços dos alimentos
Os preços dos alimentos e matérias-primas agrícolas aumentará 3-84 % até 2050. Vão surgir enormes pontos de fome em todas as cidades. Na verdade, a história da crise financeira foi a crise de alimentos. Enquanto isso, a Oxfam, presente nessas reuniões realizadas na cidade japonesa de Yokohama, advertiu que a mudança climática pode minar a luta contra a fome no mundo. Somente durante a próxima década, a produção mundial de cereais seria reduzido em 2%, enquanto a demanda aumentaria em 14% até 2050.
Grandes áreas sem acesso a recursos hídricos
De acordo com o documento ainda finalizado para cada grau Celsius adicional (quente) recursos hídricos diminuição em 20%. Ou o que é o mesmo, 7% da população mundial não tem acesso a este recurso vital. Ao mesmo tempo, o risco de inundações, especialmente na Europa e na Ásia, aumentaria significativamente por causa da emissão de gases de efeito estufa, de acordo com a tese de James Lovelock, autor da hipótese de Gaia aprovou. O aumento da poluição da água tornou-se uma fonte de transmissão da infecção.
A desigualdade econômica e a pobreza generalizada
Os pobres vão ficar mais pobres, a classe média vai perder poder de compra e os ricos ficam mais ricos. Algumas desigualdades econômicas que formam a base de um possível colapso da civilização, como previsto estudo NASA disse.
As doenças crônicas e infecções crescimento
Má alimentação, ondas de calor ou da poluição agravam os problemas de saúde da população. No entanto, o relatório observa que os efeitos da degradação ambiental sobre a saúde humana é um dos menos graves é comparado com o resto. 

sexta-feira, 28 de março de 2014

POLUIÇÃO DOS SOLOS


A poluição do solo consiste numa das formas de poluição, que afeta particularmente a camada superficial da crosta terrestre, causando malefícios diretos ou indiretos à vida humana, à natureza e ao meio ambiente em geral. Consiste na presença indevida, no solo, de elementos químicos estranhos, como os resíduos sólidos ou efluentes líquidos produzidos pelo homem, que prejudiquem as formas de vida e seu desenvolvimento regular.
Existem vários tipos de poluição no solo. Existe poluição do meio urbano e do meio rural. A poluição do meio urbano é mais populacional porque habita mais pessoas na cidade no que nas áreas rurais.
Contaminação
Processo resultante da disposição inadequada de substâncias perigosas ou potencialmente perigosas no solo. A contaminação do solo é determinada com base em critérios de qualidade de solo e considerando a presença natural de substâncias potencialmente perigosas, tais como alguns metais pesados.
Poluição de origem agrícola
A contaminação do solo, nas áreas rurais, dá-se sobretudo pelo uso indevido de agrotóxicos, técnicas arcaicas de produção (a exemplo do subproduto da cana-de-açúcar, o vinhoto; dos curtumes e a criação de porcos.
Aterros sanitários
Uma das formas de se lidar com os resíduos urbanos é a destinação de locais de depósito para os mesmos, denominados aterros. Nestes lugares todos os resíduos urbanos são depositados, sem qualquer forma de tratamento ou reciclagem.
A Poluição do Solo é a responsável
1 - Pelo desenvolvimento de ratos, moscas, micróbios patogênicos além de seres transmissores de doenças infecciosas. Isso acontece quando se acumulam resíduos sólidos, urbanos ou industriais em lixeiras. Estes locais não têm as condições essenciais para acumular o lixo em segurança. Do ponto de vista estético são locais desagradáveis e que  libertam odores incômodos.
2 - Por intoxicações alimentares e alergias causadas pelos pesticidas e fertilizantes, utilizados na agricultura.
Consequências da relação não sustentável
Existe, na natureza, um equilíbrio biológico entre todos os seres vivos. A poluição pode ser entendida como qualquer alteração do equilíbrio ecológico existente. A poluição é essencialmente produzida pelo homem e está diretamente relacionada com os processos de industrialização e a consequente urbanização da humanidade. Esses são os dois fatores contemporâneos que podem explicar claramente os atuais índices de poluição.
Para que haja qualidade de vida e não se coloque a saúde em risco, é necessário que o ambiente esteja protegido das agressões constantes do homem. Assim, é necessário, diminuir a quantidade de adubos, pesticidas e herbicidas que se usam na agricultura, que poluem os solos e contaminam os lençóis de água, cuidar dos lixos domésticos e outros que degradam e poluem o ambiente, reciclar e reutilizar o papel, o vidro, etc., utilizando-o no fabrico de outros objetos em vez de o abandonar em lixeiras. 

quinta-feira, 27 de março de 2014

POLUIÇÃO SONORA, VISUAL E LUMINOSA


SONORA
Nos grandes centros urbanos, na proximidade dos aeroportos, das ferrovias, das auto estradas e de outras rodovias, pessoas são, diariamente, confrontadas com ruídos e barulhos produzidos pelos motores ou buzinas dos automóveis, dos caminhões e dos transportes públicos, que circulam nas ruas e estradas.
Os barulhos nas oficinas e nas fábricas constitui outro tormento ruidoso a que estão expostos os seus operários e os moradores vizinhos desses lugares.
Efeitos da poluição sonora
Como consequência deste mal dos nossos dias, os especialistas destacam: a surdez, a irritação das pessoas, o «stress», a alteração do sistema nervoso, a fadiga, a alucinação, as doenças psíquicas.
Atualmente, os centros psiquiátricos acolhem não só alcoólicos e intoxicados, mas também um grande número de vítimas da poluição sonora.
Reações generalizadas de stress e aumento do ritmo cardíaco. São capazes de interromper a digestão e causar dores no estômago, náuseas, dores de cabeça, irritabilidade, ansiedade, nervosismo, insônia, perturbações auditivas graves, fadiga, redução de produtividade, aumento dos números de acidentes, de consultas médicas.
Combatendo a poluição sonora
1 - Evitar ruídos desnecessários;
2 - Não ouvir música com um volume de som muito alto;
3 - Falar num tom moderado nos locais públicos e nos hospitais.
VISUAL
Dá-se o nome de poluição visual ao excesso de elementos ligados à comunicação visual (como cartazes, anúncios, propagandas, banners, totens, placas, etc) dispostos em ambientes urbanos, especialmente em centros comerciais e de serviços. Acredita-se que, além de promover o desconforto espacial e visual daqueles que transitam por estes locais, este excesso tira a beleza das cidades modernas, desvalorizando-as e tornando-as apenas um espaço de promoção do fetiche e das trocas comerciais capitalistas. Acredita-se que o problema, porém, não é a existência da propaganda, mas o seu descontrole.
Também é considerada poluição visual algumas atuações humanas sem estar necessariamente ligada a publicidade tais como o grafite, as edificações com falta de manutenção, o lixo exposto não orgânico, e outros resíduos urbanos.
Efeitos da poluição visual
A poluição visual degrada os centros urbanos pela não coerência com a fachada das edificações, pela falta de harmonia de anúncios, logótipos e propagandas que concorrem pela atenção do espectador, causando prejuízo a outros, etc. O indivíduo perde, em um certo sentido, a sua cidadania (no sentido de que ele é um agente que participa ativamente da dinâmica da cidade) para se tornar apenas um espectador e consumidor, envolvido na efemeridade dos fenômenos de massas. A profusão da propaganda na paisagem urbana pode ser considerada uma característica da cultura de massas pós-moderna.
Certos municípios, quando tentam revitalizar regiões degradadas pela violência e pelos diversos tipos de poluição, baixam normas contra a poluição visual, determinando que as lojas e outros geradores desse tipo de poluição mudem suas fachadas a fim de tornar a cidade mais harmônica e esteticamente agradável ao usuário.
LUMINOSA
Poluição luminosa é o tipo de poluição causada pela luz excessiva ou obstrutiva criada por humanos. A poluição luminosa interfere nos ecossistemas, causa efeitos negativos à saúde, ilumina a atmosfera das cidades, reduzindo a visibilidade das estrelas e interfere na observação astronômica.
Este tipo de poluição é considerado um efeito colateral da industrialização. A fonte de poluição neste caso consiste das luminárias internas e externas de residências e outros estabelecimentos, anúncios publicitários, iluminação viária, sinalização aérea e marítima, bem como toda outra fonte artificial de luz. A poluição luminosa é mais intensa em áreas densamente povoadas e fortemente industrializadas na América do Norte, Europa e Japão.
Com os avanços das viagens espaciais privadas, a perspectiva de outdoors surgindo no futuro próximo tem levantado a preocupação que tais objetos possam se tornar uma nova fonte de poluição luminosa.
Efeitos da poluição luminosa
A variedade das condições ambientais contribui para a separação dos recursos e para uma maior biodiversidade. Alguns processos naturais só podem acontecer durante a noite na escuridão, como por exemplo, repouso, reparação, navegação celestial, caça ou recarga dos sistemas. Por esta razão, a escuridão possui igual importância à luz do dia. É indispensável para um funcionamento saudável dos organismos e de todo o ecossistema.
A perturbação dos padrões naturais de luz e escuridão influência vários aspectos do comportamento animal. A poluição luminosa pode confundir a navegação animal, alterar interações de competição, alterar relações entre presas e predadores e afetar a fisiologia do animal.
O estudo sobre a poluição luminosa ainda se encontra no início e por isso os impactos deste problema não são, ainda, totalmente compreendidos. Enquanto que o aumento da claridade do céu noturno representa o efeito mais familiar entre outros tantos, como por exemplo, o fato de a poluição luminosa conduzir a um maior gasto de energia elétrica. Numa escala global, aproximadamente 19% de toda a eletricidade utilizada produz luz à noite. O produto final da iluminação elétrica gerada pela carbonização de combustíveis fósseis é a descarga dos gases do efeito estufa. Estes gases são responsáveis pelo aquecimento global e pela exaustão dos recursos não renováveis.
A poluição luminosa produz muitos outros impactos no ambiente. Efeitos perigosos envolvem o reino animal, o reino vegetal e a humanidade. Para além de ser muito prejudicial para aos animais noturnos, migratórios e para os animais em voo, a poluição luminosa produz também riscos nas plantas.